Sábado, Março 15, 2008

Trampa

Isto dos blogs até dá jeito… Por exemplo neste momento apetece-me dizer
merda, mas como não são horas de ligar a ninguém, escrevo aqui a merda toda
e quem quiser que leia não é?

O Sporting esta semana ganhou ao Bolton, o que é de louvar, porque o Bolton, assim
como o Getafe são dois colossos do futebol europeu…. Logo, normal que seja
um verdadeiro trabalho de Hércules, levar vencida uma equipa de tamanha
envergadura.

Padeço sim, de um leve sentimento de diarreia por aqueles gajos que sendo de um
clube, apoiam um dos clubes rivais pelo facto de estarem a jogar nas
competições europeias…

- “Sou português, apoio os clubes portugueses”.

O perfil psicológico destas pessoas é bastante fácil de definir. As pessoas
com este tipo de afirmação, normalmente são as que pedem descafeinados e
bebem panachés.

São aqueles que se fossem uma refeição, eram comida de hospital.

Sinceramente não estou com pachorra nem com inteligência para escrever nada
melhor, sim, porque a inteligência não se exprime num continuo, a pessoa é
inteligente numas alturas e noutras não, ora imaginem se o Hitler decide ser
inteligente todas as horas do seu dia, e na altura que deu ordem para invadir a
Polónia estivesse a comer a Eva Brown…? Concerteza que o Fuhrer não escreveu
“Mein Keimpf” na prisa a pensar na Eva, até porque ela nunca o visitou e
lhe levou tabaco.

Quero com isto dizer que estou a achar este texto uma grande merda, mas que até
arranjei uma teoria que vocês não sabem se existe ou não, que afirma que a
inteligência não é um constructo contínuo… Recorro sobretudo à parvoíce
e dou o seguinte exemplo:

Porque é que Newton só se lembrou da gravidade quando levou com uma maçã nos
cornos? Será que o Newton nunca fez um cagalhão que lhe fizesse salpicar água
no cú? Se ele fosse inteligente quando isso lhe aconteceu, tinha não só
descoberto que a força com que a merda bate na água da sanita é igual à
massa da merda multiplicada pela aceleração com que a mesma é expelida do
anûs, mas tinha-se lembrado dos efeitos colatarais… Podia-lhe ter chamado
“3ª lei de Newton”, ou “lei do ricochete” caso não quisesse ter o seu
nome associado a tal acto.

Ps: Os mais espertinhos, bem que podem ir pesquisar ao google para saber se em
1700 e tal Newton teria em Londres uma sanita que apoiasse toda esta teoria

Publicado por Weoh em 21:02:16 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Março 4, 2008

Este país não é para velhos,… nem para ‘inteligentes’

Não podia deixar de escrever sobre os últimos êxitos do cinema que tive a oportunidade de ver.

Um amigo meu disse-me durante esta semana:
- “Quero é ver o Michael Clayton, porque gostei do Syriana, um filme inteligente, e acho que é do mesmo género.”
Ao que eu respondi:
- “De facto as semelhanças são evidentes, têm o George Clonney, falam do mesmo conflito (as grandes corporativas) e são os dois uma ganda merda”

Quando falo de cinema não quero dizer que a minha opinião é a única válida, nem sequer que estou certo ou errado porque cada um gosta do que gosta. Agora dizer-me que Syriana é um filme inteligente… Inteligentes são os mongolóides:
- ” Olha aquele monguito tão inteligente a comer uma camisola”
Quanto muito eu sou estúpido de mais para não ter entendido o filme, mas se não o percebi foi por ele ser tão chato, com um argumento tão apático que só o consegui ver à 3ª vez (deixei-me dormir sempre no 1º terço).

O meu amigo por exemplo não gostou de Sin City por ser “fantasioso”… gosta do “Herbie 2″ e de “Taxi 4″… filmes cuja semelhança com Syriana e Michael Clayton é… a inteligência de não terem feito mais sequelas por enquanto.

Um filme, à semelhança de um livro, não vale apenas pela estória que conta, mas sim a forma como a conta, como as palavras fluem, a riqueza dos personagens… até numa banda desenhada, se gostamos da ilustração mesmo que a estória seja mais fraquinha. Se vamos ver “Jonh Rambo” não podemos estar à espera de “Seven”… Tem a ver com expectativa.

Vi “Michael Clayton”, e se tivesse apenas visto o trailer era o suficiente.

“No Country for Old Men” é soberbo até chegar aos últimos 20 minutos, uma verdadeira caçada em que Javier Bardem respira um personagem que ficará de certeza na história do cinema. Explicar ao meu amigo que o filme não é uma obra prima não por os últimos 20 minutos serem maus, mas por não serem coerentes com o resto do filme, isso sim seria pedagogicamente perfeito e inteligente.
Não que o final do filme estrague tudo, mas tentam fazer de repente 20 ou 30 minutos profundos, daquela profundidade que só quem tá a ver o filme drogado percebe.
No global é um grande filme, que vale a pena ver sem precisarmos ser muito inteligentes, qualquer pessoa com QI entre 90 e 130 irá gostar.

“Juno”.
Ora aí está uma bela surpresa. Este já não dá para o mesmo intervalo de QI, pois será depressa confundido com um filmezeco de Domingo à tarde na TVI.
Com um argumento simples, o seu aspecto “hippie”, visualmente diferente, com personagens carismáticas (a adolescente grávida com personalidade de Dr. House), e uma banda sonora bastante engraçada, este filme encanta-nos, deixa-nos com o espirito leve no final, como se tivésssemos “beijado o homem-bomba”.
Não é uma obra-prima mas mete qualquer “Herbie” no bolso.

“Gone baby gone”
Depois da controvérsia que gerou devido ás tão faladas coincidências com o caso Maddie e o facto de ser realizado pelo Ben Affleck não me deixou grande vontade para o ver.
Mas o facto de ter sido escrito por quem dedilhou “Mystic River” deu-me alento.
E ainda bem. A única semelhança com o caso Maddie é a cor do cabelo da criança e o facto desta ter desaparecido.
Ao contrário do irmão, o actor principal Casey Affleck dá-nos mais do mesmo como em “O assassino de Jesse James”, brindado-nos com uma presença que enche o écran.
Em termos de argumento, apesar de não ser extraordinário, prende-nos sempre no fio da estória, é sobretudo uma investigação policial com uns twists à mistura que acabam por não ser demasiado previsíveis como alguns nos habituaram.
Para quem gostou de “Mystyc River” irá também gostar deste irmão mais novo.

“Jonh Rambo”
Nada a acrescentar, um critico dizia que numa cassete de 5 minutos cabem os diálogos do filme, mas afinal quem vai ver o Rambo falar?
O Rambo, tal como um matadouro, serve para matar, cortar, chacinar, e no fim caminhar com a calma de quem tem o dever cumprido.

Publicado por Weoh em 02:34:26 | Link | Comentários (2)

Segunda-feira, Março 3, 2008

“Emigrante que vais na estrada…”

 

Talvez ninguém saiba, mas o último documentário (não editado) realizado por Jacques Costeau foi sobre uma famosa espécie a qual por estranho que possa parecer ainda não foi alvo de nenhum episódio do BBC Vida Selvagem.
Costeau não conseguiu terminar o documentário porque esta espécie só é possível encontrar bem nas profundezas do mar alto no mês de Agosto e o explorador entregou-se á senhora da foice em meados de Janeiro.
Mas afinal no mês de Agosto podemos encontrá-los em todo o lado…

Imaginem astronautas a aterrar em Marte e depararem-se com um alienígena que usa corrente de ouro ao pescoço, que fala luso-franco-hispano-germaníaco, num Audi alugado e com cara de quem é O verdadeiro senhor dos anéis…
Esta espécie segue um comportamento muito padronizado, vejamos por exemplo a forma como chamam as crias:
- João Michel vien ici!
- Miguel Patrick tu va tomber!
- Porra não te disse que ias bater com os cornos no chão moço dum cabrão?!
Outra característica até aqui implícita é o facto de serem poliglotas e usarem determinada lingua consoante o estado de espírito…
Esta espécie dá um toque muito especial ao nome das crias, visto que como os índios, o nome tem um significado, por exemplo Miguel Patrick quer dizer: “Miguel por parte dum antigo namorado de liceu da mãe e Patrick por parte do patrão suiço do pai”.
Podemos ainda assistir ao milagre que ilumina esta espécie no mês de
Agosto quando qual andorinhas procedem à migração, ou seja, durante o Inverno no habitat natural são geralmente empregados do ramo da hotelaria (o que merece igual respeito a qualquer outra profissão), mas neste época, ao passarem a fronteira no dito Audi alugado transformam-se qual milagre das rosas em grandes empresários que enriqueceram talvez vendendo bolas de neve na Sibéria ou quiçá descobriram chocolate nos Alpes Suiços…
Outra grande característica prende-se ainda com o facto de alguns serem visionário ao ponto de roçarem Júlio Verne, é ouvi-los nos café a dizerem que no Canadá os telemóveis já andam sozinhos e vêm ter connosco ao sofá se alguém tiver a ligar.

Peço desculpa se firo susceptibilidades, mas é possível verificar que o que nos distingue desta espécie é a simples noção do ridículo…

Publicado por Weoh em 22:43:01 | Link | Comentários (1) »

O quotidiano de um chibo.

Hoje vou escrever uma cena qualquer sobre chibos.

O chibo é aquele gajo que nos lixou no 8º ano, quando nunca percebemos bem como é que o professor de química descobriu que cabulámos sem nos ter apanhado, é aquele gajo que nos lixou quando estávamos a fumar uma ganza atrás da escola e por obra e graça de espírito santo aparece um funcionário que nos apanha. Mais tarde, o chibo é o gajo que não nos permite ter uma box descodificadora de tv cabo.

Nem só há chibos maus, há também os chibos bonzinhos, que põem a boca no trombone e é ver malta como o Carlos Cruz a ir pelo esgoto.

Um chibo é como um bode mas com menos barba, um chibo, em condições normais é virgem até aos 37 anos, tem comportamentos desviantes quando está sozinho como por exemplo masturbar-se em cima das suas próprias fezes.

Os chibos não têm amigos.

A diferença entre um gajo normal e um chibo é que o chibo chiba-se mesmo sem ninguém lhe perguntar nada, não por ingenuidade mas porque não suporta que alguém de alguma forma e ao contrário dele tenha coragem ou astúcia para fazer algo que contorne qualquer tipo de sistema social, organizacional ou cultural.

 
Decidi então fazer um estudo intitulado “Um dia na vida de um futuro chibo”.

 
Problema: A vida de Gonçalinho aparenta não ter qualquer sentido. O sujeito
em questão é socialmente inapto, fisicamente abominável, mentalmente
medíocre, totalmente desprovido de carisma e confiança. Parece-nos que o
suicídio é a via com maiores probabilidades de ser tomada pelo sujeito
estudado.

 Formulação da Hipótese: O número de horas ligado à Internet, adicionado ao
número de relações íntimas/ de cariz sexual partilhadas virtualmente é
inversamente proporcional à satisfação pessoal/ social mais a sanidade
mental (Para melhor compreensão da parte de eventuais sujeitos a investigar,
curiosos em sondar a sua própria situação: HLI+RSV=1/ SPS+SM). O resultado
final é sempre o mesmo: o suicídio.

 No caso particular em estudo, propomos seis anos a contar da presente data (3 de Março de 2008) como o limite máximo de sobrevivência do sujeito. Nem tudo são informações objectivas, algumas conclusões são meras conjecturas. O perfil e a vida quotidiana do Gonçalinho, que se seguem, foram conseguidos através de uma cuidadosa observação (sem o conhecimento do sujeito), conversas com amigos, vizinhos, colegas e docentes universitários.

O Perfil do Gonçalinho: o Gonçalinho é um dos futuros engenheiros do seu país,
mais um desta geração pálida e exangue que se sucede a outra geração tão
pálida e exangue como ela própria. O Gonçalinho não é enérgico, não é dinâmico, não é criativo, não é forte, não é bonito, não é carismático, nem sequer é inteligente. Apático, ideológico e intelectualmente estéril, fraco, feio, mesquinho, estúpido, desprovido da mais pequena noção da sua verdadeira dimensão. E qual é a verdadeira dimensão do Gonçalinho? Nula!

O quotidiano do Gonçalinho: O Gonçalinho desperta pelas sete horas com a voz
estridente da mamã que o chama. Levanta-se, arrasta-se pela casa, com olhos
piscos e dirige-se à casa de banho. Olha-se ao espelho, passa os dedos pela
cabeça, alisando os poucos cabelos que ainda florescem naquele deserto de
sebo. Senta-se, depois, na cozinha onde come os flocos de cereais com fibra.
Mais tarde veste as roupas que a mamã escolheu e ouve com atenção as suas
advertências: “Não fales com desconhecidos, cuidado a atravessar a estrada,
não conduzas muito depressa, agasalha-te que à noite faz frio.”

O jovem Gonçalinho tem um extremo respeito pela sua progenitora, uma velha seca e enrugada, com um grande nariz avermelhado e dois olhos pequenos, cinzentos e sem brilho, como a sua alma. A velha senhora é professora primária e é o pior pesadelo das crianças suas alunas. Oito em cada dez crianças da sua classe julgam que a professora é uma bruxa e cinco em cada dez acordam a gritar no meio de sonhos tenebrosos com a professora, pelo menos uma vez por semana.

Após o pequeno-almoço, o Gonçalinho sai de casa e entra no veículo que
partilha com a mãe. À janela de casa a mãe e o pai, um homem calvo e obeso,
com demasiadas semelhanças com um ovo, observam enquanto o menino entra no carro. O pai tem grande orgulho no filhote. Entrou na universidade – e logo
no curso de informática! – é um rapaz ajuizado, não é como esses gandulos
que para aí andam. Temente a Deus, o Gonçalinho ama a pai e mãe e só merece o melhor. Por isso mesmo, logo no início do curso o pai foi à faculdade evitar
que o filho sofresse humilhações nas praxes. Falou com a “malandragem de fato
preto” e avisou-os logo: “Se tocarem no meu filho, faço queixa ao director!”
Ninguém tocou no Gonçalinho, mas o caloiro, gentilmente apelidado de
”Oleoso”, foi imediatamente tomado de ponta.

 
Assim que entra no carro, depois de ouvir os bons conselhos da mãe, porém, a
fisionomia do plácido Gonçalinho sofre uma drástica mudança. O sorriso
infantil de filho obediente desvanece-se, dando lugar ao esgar lúbrico e
terrível de quem é capaz das maiores perversões. Com os dedos compridos
esquálidos e brancos, compõe o penteado, algo como a popa do tintim, mas
descaída para a testa, e com grandes entradas. Na sua mente fervilham,
certamente, ideias sobre como impressionar as colegas e pensamentos obscenos
sobre as jovens por quem passa. Gonçalinho ainda é um homem com um objectivo, ou melhor, uma obsessão: Levar uma fêmea ao cinema! Agora que o velho amigo e confidente, o Sousa, o abandonou, o Gonçalinho está à deriva num mundo de dificuldades. Um mundo cheio de pessoas com quem é necessário conviver. E, para ele, é tão difícil conviver com as pessoas.

Gonçalinho acalenta o desejo de que as pessoas se tornem como os computadores, como o seu doce PC, o único a conceder-lhe um sorriso caloroso quando chega a casa, o único com quem conversa e o único que, segundo as informações de que disponho, recebe as suas carícias amorosas, nomeadamente quando Gonçalinho percorre a divinal Internet, em busca dos milhares de sites, onde fêmeas saudáveis e portentosas exibem os dotes que possuem, envergando apenas o trajo que as trouxe ao mundo. Gonçalinho deseja, mais do que tudo, que o mundo exterior seja tão simples quanto a Internet, que uma jovem pura e virginal lhe lesse no olhar a paixão que arde no seu interior, todo o amor que ele tem para dar. Mas não. Gonçalinho continua a viver um amor semi-platónico com o seu PC e o seu objectivo mantém-se inalcançável. Este objectivo, banal na vida de qualquer outro mancebo, atingiu para o Gonçalinho proporções de verdadeira vitória final sobre os seus detractores, sobre a sociedade em geral que o esmaga, o sufoca, o atemoriza. Essa é a sua demanda e, atravessar a sala escura de um cinema de mão dada com uma fêmea, o seu Santo Graal.

Enquanto o pequeno carro branco, no qual o Gonçalinho, de longas pernas, mal
consegue caber, se afasta na estrada, a mãe mantém, por detrás das lentes
grossas, uma atenta vigilância, não vá o diabo tecê-las e aparecer alguma
gandulagem a incomodar o seu menino. A vigilância é necessária para que a
nova vida do seu filho, agora quase um homem, aluno da faculdade, não venha a mudar. Há que tomar providências para que ele não se afaste da moral e dos
bons costumes, para que não pense em “porcarias”, para que não entre em
”antros de pecado” como as “discotecas” que abundam na noite lisboeta. A velha
senhora quer, a todo o custo, manter o seu menino puro, não admite que ele se
torne num desses que só querem “deboche” e diversão. “Como aquele”, pensa,
com toda a certeza, a mãe do Gonçalinho, ao ver-me, aqui à sua porta, a tomar
notas.

Na faculdade, Gonçalinho encontra-se com os habituais companheiros de conversa, também eles amantes da informática. De acordo com as informações que
conseguimos obter, segue-se um breve perfil desses colegas: Bruno, 32
anos, mede aproximadamente 1,80m e deve pesar 120 kg. É operador num call center. Vive em casa dos pais e foi um afincado jogador de Magic, aquando da invasão do país pelas cartinhas mais famosas do mundo.
Ninguém parece suportar a sua presença, excepto os seus pares. É muito feio,
não toma banho, não se barbeia, não comunica com pessoas fora do seu grupo a
não ser pelos canais de “chat” da Internet. Correm rumores de que é pedófilo
e colecciona fotografias de crianças nuas. Óscar, 20 anos, aluno de
informática. É quase calvo, raramente se barbeia, chega a usar a mesma roupa
semanas a fio, desconhece as regras mais elementares de higiene. Óscar é um
”trekkie”. O seu quarto, segundo nos constou, é um autêntico altar à USS
Enterprise. Ainda de acordo com informações facultadas por uma fonte próxima
do grupo, a experiência sexual mais marcante do Óscar foi um beijo roubado a
uma prima quando ambos contavam oito anos. Góinhas, 21 anos, estudante de
electrónica. Características físicas similares ao anterior, adepto fanático
de Magic. O seu quarto é decorado com imagens de sexo e violência retiradas
da Internet. Segundo informações recolhidas tem uma foto da personagem
”Machine”, do filme “8mm”, na sua carteira. Não nos foi possível confirmar a
veracidade desta informação. Francisco, estudante de informática.
Diz-se que é um espectador assíduo de pornografia Sado – masoquista e que tem
frequentes sonhos eróticos onde figuram a mãe e a avó. Conta-se que o seu
maior desejo é arranjar coragem para contratar uma prostituta.

Conclusão provisória:
Após dois meses de atenta observação, a hipótese
formulada parece ter probabilidades de vir a comprovar-se.

Nota: Tenho a ligeira sensação que este relatório tem grandes hipóteses de ser rejeitado como tese, talvez por ser “pouco objectivo”. Tenho de rever os meus projectos de um dia vir a ser alguém. O melhor é esquecer a psicologia. Talvez deva mesmo escrever um livro!

Publicado por Weoh em 22:16:33 | Link | Comentários (1) »

Sábado, Fevereiro 16, 2008

“Anikki-Bóbo” e “Francisca” bem cotados no Olimpo

Neste momento apetece-me mais escrever sobre cinema do que cagar. Por falar em cagar, será que mais de 10 pessoas viram o novo filme de Manoel de Oliveira?

O problema dos filmes do Manoel Oliveira é que são escritos e realizados pelo Manoel de Oliveira… E ainda lhe dão guito para gastar naquelas merdas.

Nem tentem perceber, até porque só o próprio Manolo e mais 3 amigos (incluí o cão) percebem aqueles argumentos no meio de monólogos, no meio de diálogos, no meio do genérico, no meio de uma merda qualquer.

Só que como o Manolo tem 236 anos, temos que respeitar… Se fossemos a um lar e déssemos 100 mil euros e uma dolly ao velho que tiver menos dentes, somos capazes de ter um resultado idêntico. Ou ainda pensam que o Tarantino realizou mesmo o “Kill Bill”? Claro que não, pagou a um velho travesti que contava moedas num bordel na Tailândia e que por acaso gostava de filmes de ninjas.
Se o Manoel fizer um cagalhão, filmar um monólogo com uma mosca, será que diriam em Cannes enquanto aplaudiam:
- ” Já viste como ele filmou a relação simbiótica que a mosca tinha com a merda?”
E diz o outro:
- “E viste que ele filma o cagalhão duma forma que parece que está inanimado?”
- “Espectacular, a malta de Hollywood nunca teria tacto para fazer uma obra destas. Bom… vamos mandar umas riscas para o Hotel ou para a praia?”

O mais interessante é a diarreia de elogios que a malta tece às obras, por simplesmente não as perceberem… E como não percebem, partem do principio que os filmes são de uma inteligência e perspicácia transcendental, etérea à forma humana de pensar, porque no fim de contas, as 87 pessoas que viram “Non ou a Vã Glória de Mandar” são todas atrasadas mentais e o Manolo iluminou as suas vidas insípidas e a forma como vêm o cinema sem eles saberem como. 

Herr Hitler mobilizou milhares de alemães a limpar o sebo a 6 milhões de judeus e não tinha razão pois não?


Eu…? Sou um comum mortal, não moro no Olimpo, nunca lá fui e o metro não passa lá.
Gostei de “Atonement” e de “In the Valley of Elah”…

Paul Haggis continua no seu melhor, com a sua abordagem acutilante à banalidade, e “Atonement” é uma obra de arte, um verdadeiro “almoço na relva” da 7ª arte.

Posso ser igual às 200 mil pessoas que dizem ter gostado, incluindo os gajos dos Óscares, mas não vou dizer que gosto de comer merda só para ser diferente.

Mas eu não sou crítico de cinema, não sou licenciado em nada nem doutorado em merda nenhuma, afinal de contas, gosto de ver uns filmes e sou só parvo.

PS: Repararam na forma como a palavra “merda” e “filmes de Manoel d’Oliveira” coexistem de forma harmoniosa no mesmo texto?

Publicado por Weoh em 13:30:28 | Link | Comentários (1) »

Sábado, Fevereiro 9, 2008

Como eu acho que vocês todos são otários, logo eu acho que sou parvo, sou parvo porque o meu sonho era ser drogado e ter sida… mas os meus pais não me deixam. Como os meus pais não me deixam concretizar os meus sonhos, fico revoltado contra tudo e todos, logo acho todos são parvos menos eu… Que apenas queria ser drogado e ter Sida…

Apesar de me contentar com hepatite e uns charrinhos, os meus pais também não me deixaram. Lá tive que tomar comprimidos para a hepatite e deixar os canhões.

Logo fico mais revoltado ainda, logo todo o mundo é otário, macacos de Deus apenas.

Logo sou diferente, logo sou parvo.

Mas como ainda não me deixaram ter nenhuma doença que me impedisse de ver, vejo o mundo da minha perspectiva, a perspectiva de um parvo.

Publicado por Weoh em 22:20:21 | Link | Comentários (1) »

Fantasma do Natal Passado

Natal, a quadra que enche os nossos dias de amor, paz, felicidade, fraternidade,
solidariedade, e mais um monte de merdas terminadas em “ade”.
A quadra Natalícia continua cada vez mais a ser a “open season” ao consumismo.
E o mais engraçado é que apesar de todos (ou quase todos) termos essa
noção, continuamos a consumir merdas que não nos servem rigorosamente para
nada, a não ser encher o cu de quem as inventou.
Nada de novo neste discurso anti-capitalista, arriscando-me até a parecer um
neo-comuna que veste gótico e pensa que Karl Marx foi o Che Guevara
soviético, apetece-me enchuvalhar o Pai Natal.
Continuando…
A massa humana consegue por vezes atingir um tamanho nível de estupidez que
ultrapassa qualquer noção do rídiculo. Tenhamos como exemplo a maior Árvore
de Natal da Europa…
Filas intermináveis de carros na 24 de Julho para ver um andaime gigante
iluminado… Andaime esse que ainda é patrocinado por uma instituição
bancária. E se uma qualquer outra banca em França decidisse vestir a Torre
Eiffel de verde e pô-la a brilhar, teriam uma árvore maior que a nossa? O que
acabava com o trânsito na nosso dita avenida. Talves os Americanos
disfarçassem a Estátua da Liberdade de Drag Queen e os Ingleses sentassem o
Elton Jonh na ponta do Big Ben. E todos os Países teriam assim a sua “coisa
grotesca” maior da Europa ou maior do mundo, dependendo do grau de mongolismo
dos seus autores.
E porque não criarmos o maior presépio da Europa, mas desta vez no POrto?
Podiamos encher o estádio do Drágão de palha, o Jorge Nuno podia fazer de
José, o Major Valentim era a Maria, para o lugar de menino nada menos que o
Emplastro, e os Reis Magos poderiam ser 3 àrbitros, e trocavam-se assim os
pápeis entre prendados e “presenteados”. Não, a Carolina não era a vaca…
Tamanho evento só poderia ser patrocinado pela Câmara Municipal de
Felgueiras.
Seria um Natal não mais feliz, mas muito mais original.
Lá iam então as famílias nas suas charretes do novo século para visitar o pai Jorge Nuno e a virgem
Loureiro orgulhosos do seu rebento. Mal sabe Jorge Nuno que o filho não é
seu, mas sim fruto do milagre da multiplicação de funções entre metro do
Porto,Câmara de Gondomar,Liga de Clubes,Boavista FC,Gondomar SC, etc etc etc.
Sim porque antes do milagre do nascimento de menino Emplastro, já a Virgem
Major era só por si testemunha do milagre da omnipresença.
Talvez nesta época de paz e amor o nosso panele…oops, o nosso primeiro
ministro decida por de lado o amor platónico que tem ao dono da Madeira e
junte os trapinhos com o Diogo Infante. Podia ser que o dono da Madeira se
calasse de uma vez por todas e  fosse apregoar a qualidade das suas bananas
para a China. Será que o querem por lá tendo em conta a intransponibilidade
do mercado grossista chinês?

Bom Natal a todos, já tou atrasado para as compras de Natal e ainda tenho que
arranjar um tempinho para ir ver a Árvore do Terreiro do Paço. Ainda não
viram? Bonita pá…

Publicado por Weoh em 21:21:44 | Link | Comentários Desligados

Le Voyeur

Deus criou o homem à sua semelhança e imagem…

Deus errou.

Ao ver as imagens de mais um desfile ‘gay’ no noticiário da Tv, não se pode dizer que ficou com náuseas ou demasiadamente repugnado, mas achou grotesco. Como podem aquelas criaturas ter tanta vontade de exibicionismo? Grotesco… Não lhes basta ser paneleiros? Ainda têm que fazer paradas à Americana numa qualquer avenida Paulista. Verdadeiras gincanas do pudor, onde erros de deus envergam a maior quantidade de Lycra, cabedal e couro possível, acenam com adereços de contornos fálicos a um público imaginário.

Imaginário porque apesar das centenas que observam pasmados ou que aderem à orgia metropolitana, fazem-no na tentativa de apagar pecados anteriores, um alívio de consciência fruto da tolerância momentânea.  Será que no meio da multidão estão pais e mães a apoiar a forma como o seu sucessor genético decidiu mostrar ao mundo que é paneleiro, gosta e vai continuar a levar no cú?
Que putaria… Como é que erros desses acontecem? Imaginou que a única forma de experimentar ser paneleiro por breves momentos seria masturbar-se enquanto cagava, e não pode deixar de rir. 

Sentiu pena durante breves segundos, acabando por sentir a frieza da imparcialidade logo de seguida. Afinal de contas não sentiu nada, apenas que era um observador, antropólogo no meio de uma tribo secular.

Veio-lhe à imagem um desfile de pretos nus em tempos a apregoar Malcom X.

Martin encabeçava o desfile e com um megafone bradava aos átomos a liberdade do povo com mais pigmentação na pele, enquanto machos e fêmeas afro-quaisquer-coisa empunhavam cartazes que faziam jus à respectiva ferramenta de cada indivíduo que o ostentava. “Deus enganou-se no tom da pele mas deu-nos uma ferramenta grande” “Sou preto mas corro muito” – podíamos ler.

Pareceu-lhe que ainda hoje a escravatura não teria sido abolida tendo em conta a estupidez da estratégia adoptada.

Enfim, levantou-se do sofá e foi à cozinha. Encheu um copo com leite, dirigiu-se à janela e acendeu um cigarro.

Estava uma noite quente, de lua cheia e na rua não se via vivalma. “Maldita Insónia” – pensou.

Na janela situada na margem oposta da rua, o que corresponderia ao mesmo 6º andar onde se situava, uma luz mortiça estava acesa, descortinava o desenho enevoado de uma mulher pois um cortinado transformava o vulto nisso mesmo, um vulto de traços femininos.

Publicado por Weoh em 04:07:45 | Link | Comentários Desligados

Jane Dean

She was walkin around with her eyes on the ground, trying to keep her self out of the rain.
She came looking for some shelter, with a suitcase full of dreams.
To a durty hotel room, I guess she’s trying to be James Dean…
A month later she busted her spine, trying to learn to fly…
From a third floor window, she just jumped and closed her eyes…
Everyone said she was crazy, she said:
“Stupid fools, I’ve got to try, dont you know that all my heroes died? And I guess I’d rather die than fade away…

Publicado por Weoh em 04:06:03 | Link | Comentários Desligados

misery

Misery likes company…
I like the way that sounds… I’ve been trying to find the meaning so I can write it down.
Staring at the window…, it´s such a long way down…
I want to jump.
But I´m afraid to hit the ground…

Publicado por Weoh em 03:54:52 | Link | Comentários Desligados